sábado, 3 de agosto de 2013

Zumbido de origem muscular? Aprenda a lidar com ele como tratá-lo da forma correta

O GIPZ de agosto contou com a palestra da fisioterapeuta Vivian Pasqualin e tratou desse delicado assunto
Ontem, dia dois de agosto, aconteceu a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista Gerson Kohler, nesse mês, abordou o assunto “A Contribuição da Fisioterapia na Avaliação e Tratamento do Zumbido”, e a palestrante do encontro foi a fisioterapeuta Vivian Pasqualin.
Para iniciar a conversa, a especialista comentou sobre a relação da musculatura com a percepção do zumbido. Vivian também lembrou que o zumbido é um sintoma que atinge 17% da população mundial, 28 milhões de brasileiros e é caracterizado como um som percebido sem uma estimulação externa.
“As causas do zumbido são variadas, - existem cerca de 200 - e, normalmente, quem possui zumbido, é acometido por mais de uma. Porém, as que mais tem a ver com a fisioterapia são aquelas que envolvem os músculos, ou seja, o zumbido de origem muscular”, explicou.
Essa forma de zumbido pode ter origem mecânica, ou seja, devido a uma má mastigação, sono ruim e, com isso, a falta de recuperação completa do músculo, ou psíquica, devido a estresse, ansiedade e demais sensações que fazem com que os músculos fiquem contraídos sem a percepção do paciente.
Os músculos que mais têm ligação com o zumbido são aqueles da região do pescoço, coluna ou face – os de origem somática ou temporomandibular. São eles o infraespinhoso, o trapézio, o temporal, o escaleno, o masseter, o digástrico, o esplênio da cabeça, o elevador da escápula e o esternocleidomastoideo (ECM).
Vivian comenta que muitas pessoas que sofrem com essa forma de zumbido encontram uma forma de modular ele de acordo com a contratura muscular, - por meio da mastigação, apertamento dos dentes, ou qualquer outro movimento - e que, o objetivo da fisioterapia é fazer com que esses músculos relaxem. Ela comenta que o zumbido por contração muscular acontece por uma excitação inapropriada, patológica, das vias auditivas, e que pode ser tratado e amenizado com a ajuda da fisioterapia.
“A fisioterapia tenta induzir a recuperação da função correta do músculo, minimizando ou até abolindo o zumbido, e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, é preciso uma grande investigação até ser encontrada a verdadeira causa do problema. São feitas avaliações posturais, testes de modulação e o tratamento que envolve soltar os músculos e alongá-los.
As orientações da especialista para quem sofre com essa forma de zumbido são: fazer bochechos com água morna, calor úmido no pescoço – preferencialmente com bolsa d’água quente e com o paciente deitado em uma posição confortável, - a utilização de um travesseiro adequado, que faça com que a cabeça permaneça alinhada durante a noite toda, e exercícios específicos.
Relatos de casos
Viviam trouxe para o GIPZ o relato de um caso de um paciente que tratou. Com 43 anos, o enfermo sofreu um acidente de carro que desencadeou o zumbido como uma sequela devido ao movimento de “whiplash” – o movimento de chicote que a cabeça faz ao receber uma pancada de carro. “Esse é um fator que precipita o zumbido. Para tratá-lo, descobrimos a causa do seu problema e, em cerca de um ano e meio depois de tratamento, ele recebeu alta e não percebe mais o zumbido” ressalta Vivian.
A especialista conclui, dizendo que o paciente nunca deve “brigar” com o corpo. A pessoa só deve ir até o seu limite, nunca ultrapassá-lo. “Não mexa com força no seu corpo. Não alongue-o quando ele estiver frio. É preciso aquecê-lo antes de alongar, senão, vai acontecer uma espécie de ‘cabo de guerra’, em que você puxa para um lado, o corpo para o outro, e quando você soltar, o músculo pode contrair e causar mais dor” exalta.
As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.
O próximo encontro acontecerá no dia seis de setembro, terá como tema “A Contribuição da Ortodondia na Avaliação e Tratamento do Zumbido” e a palestra vai ser ministrada pelo Ortodontista Gerson Köhler.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

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