domingo, 6 de abril de 2014

GIPZ de abril: saiba como foi o encontro, que tratou do tema "Causas, exames médicos e audiológicos para o diagnóstico do zumbido"



A edição contou com palestras de Rita Guimarães de Izabella Pedriali

Sexta feira passada, dia quatro de abril, aconteceu a segunda reunião de 2013 do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista Gerson Kohler, nesse mês, abordou o assunto “Causas, exames médicos e audiológicos para o diagnóstico do zumbido”, e as palestrantes do encontro foram a coordenadora do grupo, Rita Guimarães, e Izabella De Macedo.

Com o auditório do Hospital de Clínicas (HC) praticamente lotado, a Dra. Rita começou a palestra relembrando assuntos da reunião passada – explicando o que é o zumbido, por exemplo, - e falando sobre as causas desse sintoma, que atinge 17% da população. “Em 80% dos casos, o zumbido é gerado no sistema auditivo por diversas causas, entre elas as doenças próprias da orelha, metabólicas, cardiovasculares, farmacológicas (remédios), doenças neurológicas e ainda disfunções musculares da cabeça, face e pescoço e transtornos psicológicos”, explica Rita. Quando o zumbido é gerado no sistema auditivo, grande parte das suas causas está na cóclea, uma estrutura especializada, que trabalha como órgão receptor de sons e possui o formato de um canal enrolado em forma de caracol, composto por células ciliadas.

 “Essas células ciliadas podem ser entendidas como teclas e a cóclea como um piano. Se faltam células na cóclea ou se elas são mal estimuladas, é o mesmo que acontece quando faltam teclas no piano: falta som, ou seja, ocorre perda auditiva”, esclarece Rita, usando uma metáfora. A doutora ressalta que as maiores causas do zumbido são a presbiacusia (envelhecimento auditivo), a exposição a ruídos excessivos, otites (inflamações do ouvido), problemas vasculares da cóclea e tumores.

Para tratar o zumbido é preciso que o paciente tenha calma e paciência, uma vez que pode ser preciso o apoio de uma equipe interdisciplinar para saber qual a causa do zumbido e como tratá-lo da melhor forma.

No caso dos exames audiológicos, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, comenta que de 85% a 90% das pessoas que têm zumbido sofrem com alguma alteração no sistema auditivo – então, o primeiro passo para descobrir o que aflige esses pacientes é fazer uma audiometria. “O exame é fácil, indolor, e seu objetivo é descobrir qual é a menor intensidade de som que o paciente consegue ouvir”, esclarece. Outros exames audiológicos complementares que podem ser pedidos, são a logoaudiometria, em que o paciente testa a compreensão das palavras, a imitanciometria, o limiar de desconforto auditivo e a acufenometria.

Porém, independente da abordagem, as duas especialistas ressaltam um ponto importante: o zumbido é um sintoma, portanto, ele não causa surdez. A surdez é somente uma das causas do zumbido – que têm mais de 200 causas conhecidas.

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.

O próximo encontro acontecerá no dia nove de maio, terá como tema “Zumbido, intolerância a sons e perda auditiva” e a palestra será ministrada pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

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