segunda-feira, 12 de maio de 2014

GIPZ de maio esclareceu dúvidas sobre a relação entre zumbido, a intolerância a sons e perda auditiva

Izabella Pedriali e Dra. Rita Guimarães
esclarecendo dúvidas durante o encontro

"Como lidar com a sensibilidade auditiva?". A fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo tratou mais a fundo sobre esse assunto.

Sexta feira passada, dia nove de maio, aconteceu novamente a reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista Gerson Kohler, nesse mês abordou o assunto “Perda auditiva x Zumbido x Intolerância à sons”, e a palestrante do encontro foi a fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo.
 “A primeira questão a se levar em consideração é: o ouvido é uma estrutura complexa e delicada, formada, principalmente, por três partes principais: o ouvido externo, o médio e o interno”, Izabella começou a explicar.

Quando acontece um problema em qualquer uma das partes do ouvido, pode existir uma perda auditiva, chamada de hipoacusia, que é caracterizada de acordo com o seu tipo, grau e causa, - e o zumbido é um dos sintomas que pode ser sentido por causa dessa perda auditiva. “Sempre vale lembrar que o zumbido nada mais é do que um som percebido na ausência de qualquer fonte de ruído externo. Ele é apenas um sintoma, e não a doença. É preciso entender que não se trata o zumbido, e sim a sua causa”, exalta Izabella.
A especialista lembra que 85 a 90% das pessoas que possuem zumbido também sofrem com perda auditiva, e cerca de 25 a 40% de pessoas que sofrem com zumbido também desenvolvem outro problema: a hipersensibilidade auditiva. “Ela é caracterizada quando existem sons que não atrapalham outras pessoas, mas incomodam aquele indivíduo especialmente, fazendo parecer que o mundo ‘está no volume máximo’”, descreve Izabella.
A especialista lembra que existem três tipos de hipersensibilidade auditiva, a hiperacusia, a fonofobia/misofobia e o recrutamento auditivo, que foram detalhadamente explicados pela fonoaudióloga. Izabella comenta que quem sofre com a hipersensibilidade pode ainda sofrer com problemas de isolamento social, problemas profissionais e até no lazer, já que o mundo de hoje é um mundo muito barulhento.

A orientação da especialista pra quem sofre com esses tipos de problema (hipersensibilidade ou zumbido) é evitar o silêncio e os tampões de ouvido.

As reuniões do GIPZ

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.

O próximo encontro acontecerá no dia seis de junho, terá como tema “Zumbido x Qualidade de vida” e a palestra vai ser ministrada pela psicóloga Daniela Matheus.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665. Para saber mais sobre os próximos encontros, basta visitar o site da Dra. Rita Guimarães: http://canaldoouvido.blogspot.com.br/p/programacao-de-aulas-gratuitos-de.html

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