domingo, 21 de abril de 2013

GIPZ se reúne em maio para esclarecer a relação entre o zumbido e a qualidade de vida


A palestra de uma hora de duração será ministrada pela psicóloga Daniela Matheus
Na primeira sexta-feira de maio, dia três, acontece a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a dezembro - têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.
No encontro de maio, a palestrante em questão será a psicóloga Daniela Matheus, que trabalhará mais a fundo o tema “Zumbido x Qualidade de vida”. Segundo a especialista, os pacientes precisam saber a importância da psicologia no tratamento desse problema. “Ela pode atuar como suporte, quando a causa é orgânica, ou como tratamento central, quando a causa é psicológica”, explica. 
O zumbido, na maioria dos casos, se manifesta como um sintoma leve, mas em alguns pacientes pode afetar seriamente a qualidade de vida, chegando a interferir no trabalho, na vida cotidiana e causando até depressão ou outros distúrbios emocionais. “Ansiedade, insônia, estresse, irritação, falta de concentração, memória e atenção são alguns dos sintomas psicológicos que a pessoa pode apresentar. A psicologia mostra que o zumbido não deve ser o centro das emoções na vida do paciente”, observa Daniela.
Sem orientação, o enfermo fica ainda mais estressado e ansioso para acabar de vez com o zumbido – e esses estados emocionais só fazem com que o quadro piore. Quando o paciente consegue compreender o zumbido e aceita o tratamento, tudo fica mais fácil. “Em geral, os pacientes precisam mudar alguns hábitos e o estilo de vida, e o suporte psicoterapêutico é fundamental nesta fase”, explica a psicóloga. Segundo Daniela, a psicologia ajuda o paciente a enfrentar as mudanças e a criar uma consciência sobre o que está acontecendo, desta forma a ansiedade e a tensão vão sendo eliminadas aos poucos e o indivíduo consegue lidar melhor com as reações emocionais provocadas pelo zumbido.
As reuniões do GIPZ
A primeira hora dos encontros é destinada a palestra ministrada por um dos especialistas. A segunda hora é dedicada ao esclarecimento de dúvidas dos presentes e a troca de experiências entre os pacientes. "Não fazemos consultas e nem vemos exames. Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido", enfatiza Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, ortoneurologista e coordenadora do GIPZ.
Rita destaca que o conhecimento é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos pacientes com zumbido. “Com as informações necessárias, eles percebem que o ruído é um sintoma que tem tratamento e não oferece riscos à saúde. Descobrem que ele não causa surdez nem desencadeia qualquer enfermidade. Assim como a febre, o zumbido indica que algo está errado no organismo e é este agente que devemos eliminar”, conclui a coordenadora.
As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês (nesse caso, dia três de maio), no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início as 14 horas e a entrada é franca.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

Nenhum comentário:

Postar um comentário